domingo, 12 de setembro de 2010

ATIVIDADE 2.4 – ANÁLISE DO PROJETO NA AÇÃO

CURSO: ELABORAÇÃO DE PROJETOS
NTE CONCÓRDIA / MEC
PROFESSORA/TUTORA – KAREN A. S. AULER
CURSISTA – MARISETE DAL BELLO


ATIVIDADE 2.4 – ANÁLISE DO PROJETO NA AÇÃO

1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

1.1 Título do Projeto: Escola Sustentável.

1.2 Professores: Andréia Lúcia Parizotto, Andréia Rosane Longhini Balzzan, Carina Sândi, Cleide Galvan Bernardi, Dianete Matiolo Frigo, Iara R. S. Castro, Ivonete Zambom, Jane Elisa Wiltgen Savoldi, Jairo Lucas de Mello, Josânia Aparecida Jacovas, Lucilene Frigo Gorlin, Marisete Dal Bello, Noeli Terezinha Borsati da Silva, Rosana Maria Scarsatto, Tânia Maria Wiltgen Menegat e Terezinha Matiolo.

1.3 Escola: EEB Dois Irmãos.

1.4 Disciplinas: Todas as disciplinas curriculares (Artes, Biologia, Ciências, Educação Física, Ensino Religioso, Filosofia, Física, Geografia, História, Inglês, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia).

1.5 Turma/Classe: Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

1.6 Duração Prevista para o Projeto: O Projeto que teve suas primeiras ações em 2007 não tem previsão para conclusão. Considerando a relevância e necessidade de se trabalhar a temática permanentemente, a escola tenciona tê-lo como parte integrante de suas atividades cotidianas, cujas ações serão avaliadas continuamente sofrendo alterações, modificações e até mesmo supressões se necessário.


2 ANÁLISE DAS AÇÕES DO PROJETO

2.1 Tema
Todos os alunos têm trabalhado com temas relacionados ao meio ambiente e sustentabilidade através de: Leitura e discussão de textos; Produção de poesia (Ensino Fundamental) e redação (ensino Médio), participando do Concurso Municipal do Programa de Coleta Seletiva do Lixo; Análise do ambiente externo da escola seguida de proposição de ações para aproveitamento dos espaços de maneira sustentável; Medição do terreno e dependências da escola seguida da elaboração da planta baixa do terreno e edificações; Registro fotográfico de todos os espaços atuais da unidade escolar, apresentado-os em slides; Construção de maquete da escola com as principais proposições para reaproveitamento dos espaços externos da escola; Apresentação da maquete para a comunidade na Feira Multidisciplinar em 21 de agosto.

2.2 Disciplinas
Na primeira ação do projeto todas as disciplinas estiveram diretamente envolvidas. No segundo momento, as disciplinas de Química, Física, Geografia e Sociologia realizaram um encaminhamento e acompanhamento mais intensificado das ações.

No primeiro momento, os principais conhecimentos mobilizados no projeto foram a base conceitual de sustentabilidade, problemas ambientais, produção e destinação correta do lixo, papel e responsabilidades do cidadão com o meio e com o ambiente em que está inserido os quais foram trabalhados por todas as disciplinas.

No segundo momento os estudos estiveram relacionados a medidas (área, cumprimento, largura, altura, redução de medidas), recorte, colagem, montagem, pintura, pesquisa, leitura e interpretação de textos, estudo sobre ervas medicinais (produção e indicação), coleta de ervas medicinais, preparo de chás, sendo realizados por um grupo de alunos do ensino médio, orientados pelas disciplinas supracitadas.

Para realização dos estudos, alunos e professores se apropriaram de diversos recursos tecnológicos, tais como: câmera fotográfica, computador, data show, internet, fita métrica, cortador de isopor, tesoura, impressora, serra, entre outros.

2.3 Objetivos
Os objetivos previstos estão sendo atingidos. Há certa lentidão em sua concretização em virtude da dificuldade de dedicação de tempo para planejamento e estudo por todas as disciplinas, devido ao cronograma e demanda de trabalho/estudo por elas assumidos anteriormente à proposição do projeto.

2.4 Ações
Dentre as ações previstas para o ano de 2010, até o momento foram concretizadas:
 Reunião pedagógica com professores para início da Construção do Projeto;
 Reunião com Assessoria da prefeitura municipal:Técnico Agrícola e Engenheira Agrônoma;
 Avaliação do espaço externo escolar pelos alunos e professores, com proposição de ações voltadas para a sustentabilidade da escola;
 Registro fotográfico dos espaços externos da escola antes do projeto, realizado por um grupo de alunos da 8ª série II;
 Ajuntamento das ações propostas pelos alunos e professores, com encaminhamento para estudo de viabilidade de realização das ações no espaço escolar pela engenheira agrônoma e paisagista;
 Participação no I Concurso Municipal de Coleta Seletiva do lixo;
 Realização de estudos sobre meio ambiente e sustentabilidade por todos os alunos da escola;
 Realização de oficina sobre a produção de Paródia sobre o meio ambiente com o Grupo de Idosos de Linha Imigra, por um grupo de alunos do Ensino Médio;
 Adaptação de textos seguidos de dramatização sobre o tema em estudo pelos alunos da 8ª série I;
 Medição do terreno e edificações da escola, seguido de construção de mapa/planta baixa da realidade física da escola, encaminhada para projeções das novas ações pela engenheira e paisagista;
 Apresentação da 1ª versão do projeto de engenharia para análise e aprovação pela comunidade escolar;
 Instalação de uma cisterna para captação da água da chuva (primeiras ações);
 Reunião do grupo de trabalho para análise do projeto de engenharia, aprofundar o estudo teórico e planejar a construção de maquete para melhor visualização das proposições pela comunidade escolar;
 Realização de pesquisas e estudos sobre cultivo e utilização de ervas medicinais, importância e construção das cisternas e composteira por um grupo de alunos da 1ª série do Ensino Médio;
 Construção da maquete por um grupo de alunos da 1ª série do Ensino Médio com apresentação para a comunidade na Feira Multidisciplinar em 21 de agosto.

Nesta etapa, destacamos o interesse na análise e proposição de ações para melhoria do entorno escolar por todos os alunos do educandário; a realização da medição do terreno e edificações da escola e construção da planta baixa; a realização de estudo autônomo e construção da maquete pelo grupo de alunos do ensino médio, no contraturno escolar; a adaptação e apresentação teatral sobre o meio ambiente pelos alunos do ensino fundamental; e, as expressivas produções de poesias e redações do concurso.

Das ações propostas, estamos com dificuldades em envolver todas as disciplinas escolares para realização dos estudos teóricos que fundamentam cada ação do projeto, em virtude da falta de tempo para planejamento e estudo, devido ao cronograma e demanda de trabalho/estudo por elas assumidos anteriormente à proposição do projeto.

2.5 Atitudes
Dentre as principais atitudes e valores vivenciados durante a realização das ações do projeto, destacamos: sensibilização e dedicação pela causa ambiental; o interesse e participação na proposição e desenvolvimento das ações; o comprometimento, iniciativa, autonomia, responsabilidade e empenho no planejamento e realização das ações propostas; interesse pela pesquisa; interesse pelo conhecimento e consumo de alimentos orgânicos e chás.

2.6 Resultados
Resultados esperados na etapa 2010 que já foram alcançados:
 Avaliação do espaço externo escolar pelos alunos e professores, com proposição de ações voltadas para a sustentabilidade da escola;
 Estudo de viabilidade das ações propostas;
 Elaboração de projeto de engenharia com as proposições de ações viáveis;
 Construção de maquete para melhor visualização das proposições do projeto;
 Participação de todos os alunos no Concurso Municipal referente à Campanha Castellense de Coleta Seletiva de Lixo;
 Produção e dramatização de peças teatrais sobre os temas em estudo;
 Início da construção da cisterna para captação da água da chuva;
 Estabelecimento de parceria com a APP, Epagri e Prefeitura Municipal.

Resultados esperados na etapa 2010 que ainda não foram alcançados:
 Ampliar a busca de parcerias junto à APP, Prefeitura Municipal, Epagri, SDR e voluntários da comunidade;
 Promover a realização de palestras explicativas e orientadoras sobre construção/instalação de cisternas para captação da água da chuva; organização e preparo de canteiros para jardim e para produção de hortaliças, temperos e chás;
 Instalação orientada de uma cisterna para captação da água das chuvas;
 Avaliação do projeto pelos professores, alunos, comunidade escolar e comunidade em geral.

Considerando que no momento encontro-me afastada das atividades escolares, com previsão de retorno apenas para o mês de novembro, não podendo acompanhar efetivamente todas as ações do projeto, faço a seguinte consideração: Para que todas as ações propostas sejam concretizadas plenamente, recomenda-se que representantes de todos os segmentos da comunidade escolar se reúnam para estabelecer as próximas metas/ações a serem executadas até o final do ano letivo. Momento em que se faz necessário estabelecer através do planejamento participativo a ação a ser executada por cada segmento: O que será realizado?, Quem realizará? Como realizará? Quando realizará? Com o que realizará?

ATIVIDADE 2.5 – Estamos preparados para a cultura digital?

CURSO: ELABORAÇÃO DE PROJETOS - NTE CONCÓRDIA / MEC
PROFESSORA/TUTORA – KAREN A. S. AULER
CURSISTA: Marisete Dal Bello

Com base em seus estudos Léa Fagundes se dirige a nós educadores para nos chamar atenção sobre a necessidade de inserção da cultura digital no cotidiano escolar, aliando as tecnologias ao currículo, tornando as aulas significativas e produtivas.

A construção de uma cultura digital é considerada lenta, e, para sua aceleração requer que nós desafiemos e sejamos desafiados a conhecer, pois sem conhecimento não haverá mudança de postura, e, consequentemente, sem mudança de postura o desenvolvimento da cultura digital não se efetivará.

Para isso, é fundamental que repensemos a educação e o papel do educador diante da ocorrência das profundas mudanças, nas mais diversas áreas, as quais vem afetando tanto as formas de ensinar, quanto de aprender na contemporaneidade.

Para dar conta do processo educativo em tempo de globalização precisamos nos apropriar do processo e possibilidades trazidos pelas novas tecnologias, mudando posturas tanto do educador quanto do educando. Precisamos estar verdadeiramente conectados à realidade e à vida cotidiana, sem correr o risco de utilizar o novo para reproduzir o antigo. Por isso a necessidade de integrarmos nossa escola na cultura digital, enfrentando as instabilidades e incertezas, superando os nossos princípios de formação (para a preservação, conservação, detenção do saber...), experimentando novas práticas de uso das tecnologias na educação através de formação/capacitação, interação com nossos pares e de apoio em serviço.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

ATIV: 2.3 – Currículo e Suas Características

CURSO: ELABORAÇÃO DE PROJETOS
NTE CONCÓRDIA / MEC
PROFESSORA/TUTORA – KAREN A.S.AULER

O mundo globalizado originou uma sociedade dependente das Tecnologias Educativas, as quais devem ser utilizadas pelos educadores para produzir modificações significativas no padrão de comportamento dos alunos, para delas se apropriarem.

Por isso, o currículo que se desenvolve com o uso de computadores e Internet nas atividades de sala de aula deve ser flexível e concebido como um processo, através do qual a comunicação e a aprendizagem são facilitados. O uso dessas ferramentas expande o diálogo para além dos muros da escola, trazendo para seu interior uma gama de saberes adquiridos fora dela que são socializados com os demais colegas, agregando novos conhecimentos a quem deles de apropriarem.

Considerando o acesso rápido e fácil a fontes inesgotáveis de informação possibilitados pelo computador e internet, o currículo escolar deve primar por espaços/momentos de interação, socialização, discussões, busca de conhecimentos e construção de novos saberes promovendo a autonomia e desenvolvimento do senso crítico da clientela estudantil.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

ATIVIDADE 2.2 COMPARTILHAMENTO DO PROJETO EM AÇÃO

CURSO “ELABORAÇÃO DE PROJETOS” MEC/NTE - CONCÓRDIA (SC)
Projeto: ESCOLA SUSTENTÁVEL
Cursista: MARISETE DAL BELLO

COMPARTILHAMENTO DO PROJETO EM AÇÃO

O Projeto Escola Sustentável é resultante de um dos desdobramentos do Programa Municipal de Educação Ambiental. O Programa, que conta com a participação de todas as escolas sediadas no município de Presidente Castello Branco, teve sua origem no ano de 2007, e sua execução conta com a participação de todos os segmentos da comunidade escolar e local.

Nos anos de 2007 e 2008 os estudos e atividades escolares e comunitárias estiveram voltados para a valorização das potencialidades existentes no município e a superação das insuficiências encontradas, com prioridade nos estudos, discussões e realização de ações voltadas para os problemas relacionados à destinação correta do lixo e preservação da água.

No ano de 2009 cada unidade escolar reforçou as atividades iniciadas nos anos anteriores, realizaram avaliações e elegeram como temática de estudo e trabalho para o ano de 2010: “Escola Sustentável”. Através do projeto a EEB Dois Irmãos objetiva “Promover o desenvolvimento de competências, habilidades, atitudes, valores e comportamentos com foco na sustentabilidade, mediante a implantação de práticas sustentáveis na escola.”.

Assim, no 1º semestre de 2010 a proposição foi apresentada a alunos, professores e gestores, que, coletivamente passaram a construir o projeto (teórico), propondo ações, realizando leituras, pesquisas e registros com a intenção de (re)planejar o espaço escolar com foco na sustentabilidade, transformando e melhorando o espaço escolar, cujas aprendizagens e práticas serão estendidas para as residências e propriedades onde os envolvidos residem.

A primeira ação prática do projeto envolveu todos os alunos e professores na avaliação e proposição de ações de reaproveitamento do espaço escolar. Dentre as ações enumeradas, destacamos: a produção/construção, compreensão e socialização de conhecimentos (contextualizando-os e atribuindo-lhes sentido); redução na produção de lixo; separação e destinação correta do lixo escolar; construção de cisterna para captação da água da chuva; incentivo à produção de alimentos orgânicos como a produção de temperos, chás, legumes, verduras e frutas no espaço escolar sugerindo a construção de horta escolar, de canteiro de chás no modelo “Relógio do Corpo Humano” e de substituição de mudas do pomar; construção de composteira; transformação de espaços ociosos em salas de aula ao ar livre; modificação/ampliação do jardim escolar; captação da energia solar, produzindo energia renovável com garrafas pet.

As sugestões propostas foram submetidas para avaliação e posterior inclusão em projeto de engenharia elaborado pela Engenheira Agrônoma e Paisagista do município, cujo projeto foi enviado recentemente para a escola, onde a comunidade escolar irá avaliá-lo, aprová-lo e executá-lo.

Para isso, um grupo de estudantes da 1ª série do ensino médio estão (re)produzindo o projeto em uma maquete para que a comunidade escolar possa visualizar e analisar melhor suas proposições antes de sua aprovação, que, se for finalizada em tempo, será apresentada para a comunidade na Feira Multidisciplinar da Escola que se realizará no dia 21 de agosto.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ATIVIDADE 1.6 – REFLEXÃO SOBRE A APRENDIZAGEM: EIXO 1

CURSO: ELABORAÇÃO DE PROJETOS
NTE CONCÓRDIA / MEC
PROFESSORA/TUTORA – KAREN A. S. AULER
CURSISTA – MARISETE DAL BELLO

Ao finalizar o primeiro Eixo de estudo que tratou sobre Projetos (características, importância, teóricos, proposta de elaboração) destaco que a as leituras realizadas, orientações recebidas e discussões realizadas contribuíram para a aquisição/ampliação de meus conhecimentos sobre esta expressiva metodologia de trabalho.

A cada estudo realizado sobre o tema em questão, mais me convenço de sua importância na construção de conceitos e de entendimento dos conceitos construídos e sistematizados ao longo da história. Através de projetos de trabalho/estudo os alunos participam ativamente da construção de saberes, dado o interesse pelo objeto de estudo motivado por sua participação na escolha, definição e/ou concordância com a temática de estudo por ele proposta.

Por ser uma metodologia que tem avançado no contexto escolar a partir da década de 90, ainda possuímos certa dificuldade em nos articular e nos envolver com as diversas disciplinas na construção dos projetos da escola. Essa dificuldade de articulação e envolvimento associados ao meu desconhecimento da totalidade dos conteúdos curriculares trabalhados por cada disciplina, foi a principal dificuldade que encontrei na construção de minha proposta de projeto.

No entanto, destaco um importante aspecto positivo observado durante o estudo: A maioria dos colegas apresenta compromisso, preocupação e paixão pela escola, pela profissão, pelo ato de ensinar/construir conhecimento, bem como de aprender. Porém, tem sua angústia manifestada diante das condições de trabalho, motivo pelo qual, não estão conseguindo dedicar o devido tempo para estudo e planejamento coletivo, para elaborar projetos, para preparar uma aula diferente, de atender o aluno individualmente ajudando-o a superar as dificuldades apresentadas.

Mesmo que as condições de trabalho se apresentem como um aspecto negativo, há que se destacar a positividade a ele agregada: “Houve a constatação e a incomodação”, elemento este, que, segundo Leonardo Bueno é fundamental para que a mudança aconteça: Precisamos nos incomodar, estar incomodados com algo para, a partir desta incomodação lutarmos para sua superação. Se há a necessidade manifestada de estudar, planejar e projetar coletivamente, sua superação é possível, com luta, coletividade e compromisso.

domingo, 25 de julho de 2010

Ativ- 1.5: ROTEIRO: PROPOSTA DE PROJETO

1. IDENTIFICAÇÃO
Nome do Cursista: Marisete Dal Bello
Nome da Escola:EEB Dois Irmãos Local: Presidente Castello Branco, SC
Série: Séries Finais do Ensino Fundamental e Médio Número de alunos: 234
Professores envolvidos: Andréia Lúcia Parizotto, Andréia Rosane Longhini Balzzan, Carina Sândi, Cleide Galvan Bernardi, Dianete Matiolo Frigo, Iara Reinke Soares Castro, Ivonete Zambom, Jairo Lucas de Mello, Jane Elisa Wiltgen Savoldi, Josânia Aparecida Jacovas, Lucilene Frigo Gorlin, Marisete Dal Bello, Noeli Terezinha Borsati da Silva, Rosana Maria Scarsatto, Tânia Maria Wiltgen Menegat e Terezinha Matiolo.

2. PROBLEMÁTICA A SER ESTUDADA / DEFINIÇÃO DO TEMA
Os problemas ambientais decorrentes da incorreta ação do homem têm causado diversos danos ao planeta, provocando danos no espaço vegetal, animal e mineral do território de Presidente Castello Branco, afetando a vida e o bem estar dos seres que o habita especialmente sua população.

Frente ao exposto, a comunidade escolar da EEB Dois Irmãos tem feito o seguinte questionamento: A escola, espaço destinado para a formação do cidadão pleno, poderá se constituir como laboratório possibilitador de reflexões e ações que subsidiem os educandos para uma mudança de atitudes, valores e comportamentos voltados para a superação do problema ambiental deste tempo, vivendo e agindo de forma sustentável?

3. JUSTIFICATIVA
Ensinar a criança a produzir ao invés de consumir e gastar, aprendendo a obter o que precisa no presente sem comprometer a estrutura necessária para que as futuras gerações possam viver dignamente está dentre as principais competências da escola do presente século.

Os estudos ambientais recentes e sua respectiva veiculação na mídia têm feito com que estudantes e professores conheçam a realidade ambiental local e global, seus problemas emergentes, e a necessidade de ações urgentes em favor de sua recuperação e proteção.

Sabendo que a transformação dos seres humanos acontece dentro do viver a vida cotidiana, a escola s constitui como espaço ideal para envolver crianças, adolescentes e jovens com o ambiente escolar em sua totalidade, com destaque para os espaços externos: vegetação, canteiros, jardins, áreas livres e inadequadamente aproveitadas ou ociosas. Assim, é preciso considerar este espaço como sendo o início de um sólido aprendizado que conduzirá à criação de uma consciência sustentável e a um relacionamento consciente e responsável entre o homem e a natureza.

Assim, através do projeto passaremos a pensar o espaço escolar como um espaço de sustentabilidade. Dentre as ações previstas destacamos a produção/construção, compreensão e socialização de conhecimentos (contextualizando-os e atribuindo-lhes sentido); redução na produção de lixo; separação e destinação correta do lixo escolar; construção de cisterna para captação da água da chuva; incentivo à produção de alimentos orgânicos como a produção de temperos, chás, legumes, verduras e frutas no espaço escolar; construção de composteira; transformação de espaços ociosos em salas de aula ao ar livre; modificação/ampliação do jardim escolar; captação da energia solar, produzindo energia renovável com garrafas pet; entre outros possíveis e que se fizerem necessários sugeridos pelo coletivo escolar ou por ele aprovados.

4. OBJETIVO (S)
OBJETIVO GERAL: Promover o desenvolvimento de competências, habilidades, atitudes, valores e comportamentos com foco na sustentabilidade, mediante a implantação de práticas sustentáveis na escola.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
 Promover momentos de estudo e reflexão que levem o estudante a constituir-se e sentir-se agente e sujeito do meio e do ambiente em que está inserido, reconhecendo a interdependência e interrelação entre o homem e o meio ambiente para melhor conhecê-lo, respeitá-lo, recuperá-lo e preservá-lo.
 Conhecer metodologias para a criação de ambientes produtivos, sustentáveis e ecológicos que possibilitam o homem habitar a terra sem destruí-la;
 Criar espaços aprazíveis para os alunos;
 Incentivar a produção e consumo de produtos orgânicos visando uma melhora na qualidade dos alimentos e incentivando-os a uma alimentação saudável;
 Aproximar a escola da comunidade, ampliando o interesse por projetos ambientais e se integrar em sua organização e implantação melhorando o relacionamento entre os seres humanos e a natureza;
 Envolver os educandos em atividades práticas de produção (construção, inovação, modificação de cisterna, composteira, horta, jardim, pomar, lixeiras), promovendo o desenvolvimento da cooperação, autonomia, solidariedade, iniciativa, participação e responsabilidade individual e social;
 Otimizar a utilização dos espaços escolares, transformando a escola num laboratório de (re)construção de saberes, de apropriação dos conteúdos produzidos e sistematizados ao longo da história, experienciando-os na prática escolar.

5. CONTEÚDOS
 (Re)construir o conceito de meio ambiente, ecologia, globalização, permacultura, sustentabilidade e de escola sustentável;
 Problemas ambientais (desequilíbrio ambiental; secas prolongadas (provocando estiagens e escassez de água); chuvas torrenciais (provocando erosão, deslizamentos de terras de encostas, desmoronamentos de terras e edificações, inundações); vendavais destruindo edificações e plantações; entre outros);
 Qualidade de vida (hábitos, atitudes e comportamentos que promovam uma vida saudável, como consumo de alimentos naturais e sem a utilização de agrotóxicos;
 Lixo: produção, destinação, redução...;
 Espaços de reaproveitamento dos recursos naturais e de transformação de resíduos para posterior utilização, tais como: cisternas, minhocário, composteira, horta, jardim, pomar, viveiro de mudas;
 Delimitação de áreas, medidas, cálculos (área, perímetro...);
 Produção textual (relatório, roteiro, dissertação, narração, poesia, convite, bilhete, agradecimento, entrevista, diálogo);
 Localização (espaço, tempo...).

6. DISCIPLINAS ENVOLVIDAS
Todas as disciplinas (Artes, Biologia, Ciências, Educação Física, Ensino Religioso, Filosofia, Física, Geografia, História, Inglês, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia).

7. METODOLOGIA / PROCEDIMENTOS / CRONOGRAMA
O projeto proposto será guiado pela metodologia participativa, cujas ações permitem a atuação efetiva dos participantes, valorizando seus conhecimentos e experiências, envolvendo-os nas discussões, identificação e busca de soluções para as insuficiências e necessidades suscitadas para saber olhar e transformar seu espaço, criar ações e mobilizar as pessoas e a comunidade.

Os estudos dos conteúdos curriculares serão fundamentados na concepção pedagógica sociointeracionista, enfatizando conceitos relacionados à sustentabilidade, ecologia e permacultura. Para interpretar e usufruir das produções culturais e expressar e comunicar suas idéias, alunos e professores se utilizarão das diferentes linguagens: verbal, temporal, plástica, corporal, gráfica, matemática.

Dentre as ações destacamos: Visitas, discussão, análise, produção textual, delimitação de espaços, medidas, cálculos, construção de mapas, leitura de mapas, registros (fotográficos, filmagens, gravações, relatórios, entrevistas...), produção e declamação de poesias, dramatização de histórias (criadas e (re)criadas, oficinas de estudos, planejamentos, pesquisas e debates; construção de maquetes, participação no processo de construção de cisterna, composteira, horta, jardim, pomar.

1ª Etapa:
 Avaliação do espaço externo escolar pelos alunos e professores, com proposição de ações voltadas para a sustentabilidade da escola;
 Estudo de viabilidade das ações propostas;
 Elaboração de projeto de engenharia com as proposições de ações viáveis;
 Construção de maquete para melhor visualização das proposições do projeto;
 Participação de todos os alunos no Concurso Municipal referente à Campanha Castellense de Coleta Seletiva de Lixo;
 Produção e dramatização de peças teatrais sobre os temas em estudo;
 Busca de parcerias junto à APP, Prefeitura Municipal, Epagri, SDR e voluntários da comunidade;
 Palestras explicativas e orientadoras sobre construção/instalação de cisternas para captação da água da chuva; organização e preparo de canteiros para jardim e para produção de hortaliças, temperos e chás;
 Construção/instalação orientada de uma cisterna para captação da água das chuvas;
 Avaliação do projeto pelos professores, alunos, comunidade escolar e comunidade em geral.

8. RECURSOS A SEREM UTILIZADOS (TECNOLÓGICOS OU NÃO)
Humanos: Alunos, professores, direção, assistentes, funcionários da escola, APP, Conselho Deliberativo, Grêmio Estudantil, SDR de Concórdia, GERED de Concórdia, CONDEMA, Epagri, Prefeitura Municipal, Funcionários das Secretarias da Agricultura, Educação, Transportes e Obras e Saúde, nutricionista, engenheiros (agrônomo, civil e florestal), paisagista, Consórcio Lambari, famílias, voluntários da comunidade.

Físicos: Salas de aula; laboratórios de informática e de ciências; área externa da escola; biblioteca; refeitório; área coberta; aterro sanitário municipal e cozinha escolar.

Materiais: Material de uso comum (lápis grafite, borracha, caneta, régua, apontador,); tesoura; grampeador; perfurador; guilhotina; lápis grafite e de cor; tinta (guache, de tecido, acrílica, a óleo); papéis (ofício, A4, pardo, cartolina, duplex, espelho, crepom, dobradura); fita adesiva (durex e gomada); cola (para papel, tecido, couro, tábua, canos, plástico em geral); CDs e DVDs virgens; eletrônicos e tecnológicos (televisor, vídeo cassete, aparelho de DVD, aparelho de som, computador, impressora, fotocopiadora, data show, telefone, câmera fotográfica, filmadora, retroprojetor de lâminas); veículo de transporte (para realização de visitas de estudos); material de construção para construção da cisterna, composteira, horta, jardim e pomar; e, ferramentas e utensílios para realização das atividades na horta, jardim e pomar.

9. REGISTRO DO PROCESSO
O processo será registrado através: de produção de mapas, de produções textuais (relatório, roteiro, dissertação, narração, poesia, convite, bilhete, agradecimento, entrevista, diálogo); de registros fotográficos, filmagens e gravações.

10. AVALIAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS
O projeto será avaliado através da participação e envolvimento de todos os alunos, professores, entidades democráticas da escola, comunidade escolar e voluntários; pelo resultado das ações ´propostas/realizadas e, principalmente, pela construção dos conhecimentos pelos alunos ao longo das atividades.

11. DIVULGAÇÃO / SOCIALIZAÇÃO DO PROJETO REALIZADO
Os resultados serão divulgados em Mostras Escolares do Conhecimento, Reuniões Pedagógicas, Conselhos de Classe, Momentos Cívicos, Jornal, Blog, Mural Escolar.

12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. O que é Educação Ambiental? Programa de Gestão Ambiental. Ministério Público Federal. Procuradoria Geral da República. Brasília, DF. Disponível em: http://pga.pgr.mpf.gov.br/pga/educacao/que-e-ea/o-que-e-educacao-ambiental. Acesso em 19 de Jul. 2010.

______. Alguns Conceitos de Educação Ambiental. Programa de Gestão Ambiental. Ministério Público Federal. Procuradoria Geral da República. Brasília, DF. Disponível em: http://pga.pgr.mpf.gov.br/pga/educacao/alguns-conceitos/alguns-conceitos-de-educacao-ambiental. Acesso em 19 de Jul. 2010.

______. Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. Programa de Gestão Ambiental. Ministério Público Federal. Procuradoria Geral da República. Brasília, DF. Disponível em: http://pga.pgr.mpf.gov.br/boletins/arquivos-de-boletins-2009/tratado-de-educacao-ambiental-para-sociedades-sustentaveis-e-responsabilidade-global. Acesso em 19 de Jul. 2010.

______. Lei nº 9795, de 27 de abril de 1999 que Institui a Política Nacional de Educação Ambiental. Disponível em: Acesso em: 19 de Jul. 2010.

______. Parâmetros Curriculares Nacionais: Meio Ambiente. Disponível em: < Texto Extraído na íntegra: http://www.lo.unisal.br/nova/estagio/pcns.html.> Acesso em: 21 de Jul. 2010.

GONÇALVES, Sílvia N. Carta da Terra Para Crianças. NAIA: Núcleo de Amigos da Infância e da Adolescência. Disponível em: http://www.cartadaterra.com.br/pdf/CTparacriancasNAIA.pdf
Acesso em 19 Jul 2010.

IPEC, O Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado. O que é uma escola sustentável. Pirenópolis, Goiás. Disponível em: . Acesso em 21 Jul. 2010.

_____. O que é Permacultura. Pirenópolis, Goiás. Disponível em: < http://www.ecocentro.org/habitats/?page_id=14>. Acesso em 21 Jul. 2010.

_____. 10 Motivos para Começar a Mudar sua Escola. Pirenópolis, Goiás. Disponível em: . Acesso em 21 Jul. 2010.

_____. Deixe o Verde Perto. Pirenópolis, Goiás. Disponível em: < http://www.ecocentro.org/habitats/?page_id=19>. Acesso em 21 Jul. 2010.

SONY PICTURES. Filme 2012. Aventura. Direção de Roland Emmerich, 158 min.

WIKIPÉDIA. Meio Ambiente. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Meio_ambiente. Acesso em 20 Jul 2010.

__________. Sustentabilidade. Disponível em: . Acesso em 21 Jul 2010.

__________. Ecovilas. Disponível em: . Acesso em 21 Jul 2010.

OBS: Referencial bibliográfico está em construção. As bibliografias para os demais temas do estudo estão sendo consultadas/lidas. Assim que selecionadas integrarão as Referências deste projeto.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ATIVIDADE 1.4: BANCO DE PROJETOS

CURSO: ELABORDIA / MEC
PROFESSORA/TUTORA: KAREN A. S. AULER
CURSISTA: MARISETE DAL BELLO

ATIVIDADE 1.4: BANCO DE PROJETOS

1. Nome do cursista: Marisete Dal Bello

2. Identificação do local de execução do projeto e do pessoal envolvido:
Escola: Centro Municipal de Educação Infantil Acalanto
Turma: Pré-Escolar II
Nº de alunos: 12
Nº de Professores: 03 (01 regente, 01 de Educação Física e 01 estagiário do curso de Pedagogia)
Data da Intervenção: 24 a 28 de agosto de 2009
Áreas de Conhecimento: Matemática, Comunicação e Expressão, Artes e Educação Física.

3. Título do projeto: Os Sólidos Geométricos no Cotidiano da Educação Infantil.

4. Características do Projeto: Interdisciplinar, promovendo a integração e o diálogo entre as áreas de matemática, comunicação e expressão, artes e educação física.

5. Descrição geral: A proposição da execução do projeto foi motivada pela realização do Estágio Curricular III, do Curso de Pedagogia da UNIASSELVI, pólo de Concórdia no segundo semestre de 2009.

O projeto teve como objetivo geral: Trabalhar as noções geométricas com as crianças, articulando-as aos objetos e situações que fazem parte do seu cotidiano, desenvolvendo um pensamento que lhes permita compreender, descrever e representar, de forma organizada, o mundo em que vivem.

A metodologia para execução do projeto foi guiada por uma prática contextualizada, onde as diversas atividades que o integram foram efetivadas através de: Aulas expositivas e dialogadas; Manuseio e construção de materiais alternativos; Leitura e dramatização de histórias literárias que envolvem o tema; Sessão de vídeo; Canto, dança e dramatização de cantigas; Construção dos sólidos geométricos com materiais alternativos; Representação dos sólidos geométricos com sucatas, pintura a dedo, massa de modelar, colagem; Passeio orientado; Práticas com brinquedos e brincadeiras; Jogos e brincadeiras; Desenho, pintura, recorte, colagem, modelagem e dobradura das formas geométricas; Registros reflexivos sobre cada atividade.

As aulas expositivas e dialogadas aconteceram através da mediação da professora com os alunos nos mais variados momentos da aula, tanto em momentos formais (planejados pela professora) quanto em momentos informais (não previstos).

As atividades foram desenvolvidas em diferentes espaços educativos e recreativos, por entender-se que a aprendizagem pode ocorrer além do espaço da sala de aula, cabendo ao educador proporcionar as bases necessárias para o processo de ensino e aprendizagem ao mesmo tempo transformando o conhecimento cotidiano em conhecimento científico.

Através das atividades os alunos puderam: Distinguir e identificar formas geométricas presentes no ambiente escolar e em outras situações do cotidiano das crianças; Reconhecer e nomear as principais formas geométricas; Socializar hipóteses de como e onde encontramos as formas geométricas na sala de aula, no parque infantil; Identificar os quatro atributos nas figuras geométricas: cor, tamanho, forma, espessura; Criar e registrar desenhos com as figuras; Construir as figuras geométricas com materiais alternativos (palitos, recortes, dobraduras, barbante, etc); Desenvolver o raciocínio lógico-matemático; Resolver situações do cotidiano; Organizar idéias, quantificar, relacionar e agrupar informações matemáticas; Construir o conceito de medir e comparar; Reconhecer os numerais em variadas fontes de informação; Construir hipóteses sobre a escrita de palavras relacionadas ao tema; Desenvolver e estimular a oralidade e a escrita espontânea; Interpretar, organizar idéias e dramatizar histórias e cantigas; Perceber a sequência lógica e dramatizar as histórias contadas/ouvidas.

6. Tecnologias utilizadas: Aparelho de DVD, aparelho de som, televisor, vídeo cassete, câmera fotográfica, livros de literatura infantil, DVDs de histórias educativas, CDs de cantigas.

7. Referências:
CHAN, Thelma e CRUZ Thelmo. Pirralhada: Jogos e Canções para a Educação Infantil. 2ª Ed., São Paulo: Via Cultura, 2006.
MORAES, Vinícius. A Casa. Disponível: . Acesso em: 12 Ago. 2009.
PIXOTINHOS, Os. Músicas Infantis: A Casa. Gravadora ZAN BRASILDISC, 1999.
PERES, Sandra e TATIT, Paulo. Palavra Cantada: A Sopa. São Paulo. Gravadora MCD, 60ª apresentação/gravação 2004.
SILVA, Yara Maura: SOUSA, Maurício de. Formas da Turma da Mônica. São Paulo: FTD, 1994.
WOOD, Audrey, 1948. A Casa Sonolenta. Tradução Gisele Maria Padovan. 16 ed., São Paulo: Ática, 2005.